CÓD.N02-S03-02 ONLINE

As pessoas possuem expectativas reais em manter sua privacidade on-line preservada?

Introdução: A exploração em massa de dados outrora entendidos como privados e a disseminação de informações on-line com base nesses dados, fez eclodir nas últimas duas décadas uma serei de eventos de impacto significativo no mundo globalizado, movimentos como a primavera árabe em 2010 que mudou todo o equilíbrio de poder na região do oriente médio, as eleições presidenciais estadunidenses de 2106 que culminou com a eleição de Donald Trump com presidente do país, a decisão inédita do Reino Unido de sair da União Europeia em 2017. 

Preocupados com os impactos sociais e econômicos que tais eventos geraram esses impactos legisladores ao redor do mundo iniciariam o processo de criação de legislações que fossem capazes de determinar regras para que organizações públicas e privadas fizessem um uso responsável dos dados pessoais dos indivíduos. Assim privacidade tornou-se uma preocupação constante para as pessoas na era digital, mas em contradição a essa preocupação declarada as pessoas revelam informações pessoais para empresas e organizações de maneira voluntaria em troca de recompensas irrelevantes quando contrastada com a importância da informação que estão entregando. Este comportamento contraditório é definido na literatura como paradoxo da privacidade (Kokolakis, 2017) que acaba transferindo para as empresas a decisão de agir de maneira a proteger a privacidade ou a explorar as informações pessoais, por isso para que as empresas possam entregar valor e manter-se atrativa aos seus clientes precisam responder a um pergunta central diante deste cenário, as pessoas possuem expectativas reais em manter sua privacidade on-line preservada?

Objetivo: Buscar na literatura teórico-empírica evidências a respeito das expectativas de preservação da privacidade on-line.

Conclusões: Vislumbrando a literatura, pode-se afirmar que as pessoas se importam com a privacidade on-line, no entanto a importância atribuída a privacidade depende de uma serei de variáveis socioeconômicas, como país de origem, sexo, idade, nível de formação e de uma serei de variáveis contextuais como tipo de informação, plataforma em que a informação está sendo disponibilizada, recompensa que se almeja receber ao disponibilizar a informação, entre outras.

Em observância a isso, tal resposta tem potencial de influenciar a gestão em diferentes perspectivas, da perspectiva da ética nos negócios as empresas que possuem operações voltadas ao consumidor final precisam identificar e respeitar as expectativas de privacidade dos usuários para aumentar a percepção de segurança e manter o valor percebido pelos clientes. As empresas que possuem suas operações voltadas para outras instituições e governos podem dedicar esforços em controlar o uso secundário de informações refletindo a preocupação de suas empresas parceiras que estejam a lidar com o cliente final diretamente.

Como implicação prática geral, tendo em vista que a preocupação com a privacidade é movida por fatores contextuais, todas as organizações precisaram desenvolver em seus ecossistemas de operação ações que possam alinhar-se com os asseios de privacidade de seus clientes de acordo com o contexto em que seus produtos ou serviços estão inseridos.

Palabras clave

Dados on-line Paradoxo da Privacidade Preservação da Privacidade

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Carlos Cesar Santos

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